Ser filha mais velha muitas vezes implica em ser surpreendida pelos irmãos mais novos de uma maneira indescritível. Sou a filha mais velha de 3 irmãos, um de 25 anos e uma irmã de 10 anos (irmã por parte de pai apenas). Com o falecimento da minha mãe, há 13 anos, a vida fez um curso atípico, marcando momentos de pura emoção, crescimento e aprendizado.
Nessas horas ser a irmã mais velha pode implicar muitas vezes em ocupar lugares não tão espontâneos, como o de mãe do irmão mais novo, irmão que na época do falecimento tinha apenas 13 anos. E foi assim, que vínculos foram sendo construídos, estreitados, amolecidos. Afinal, ter 5 anos a mais do que o irmão nos coloca no degrau de cima, não? Ih, será que não? Enfim...
Mas, as histórias foram sendo construídas e vividas de maneira que aos poucos cada um conseguiu ocupar seu velho lugar novamente, aquele lugar mais confortável, mais conhecido, lugar em que bom mesmo é brigar pela bagunça feita na sala ou bagunça feita no quarto. Lugar de simples irmãos...
Vivíamos assim, eu, meu irmão mais novo e meu pai.
Foi quando dois anos atrás, esse irmão mais novo, que um dia foi uma espécie de filho, resolve mudar com a namorada para o interior de São Paulo, 400km de distância. Sua mudança para o interior se deu 4 meses depois do nosso pai também se casar novamente e sair de casa. Ou seja? A irmã mais velha aqui de repente passou a morar sozinha. Mas, digo que tirando a saudade apertada, que deixou um buraquinho no coração, foi bom. A vida continuou seu curso e em novembro do ano passado me casei.
Contudo, inesperadamente, há 1 mês um telefonema no meio do dia no escritório me mostra que o irmão mais novo cresceu mesmo, que uma nova história se inicia:
Ele: Oi, tudo bem?
Eu: Oi cabeça! Que saudades! Tudo jóia e com você?
Ele: Beleza, tudo bem...tá muito calor aí? (acho que era o momento de ensaiar como falar e a única saída, e mais conhecida, era falar do tempo)
Eu: Mais ou menos, nada insuportável. E aí, derretendo de calor?
Ele: Tranquilo, sussa... (segundinhos de silêncio)
Eu: Aproveitando, e a nossa viagem do fim do ano? (tínhamos planejado uma viagem eu, meu marido, ele e a namorada para dezembro deste ano) Precisamos começar a ver logo para não ficar em cima da hora...
Ele: Então, acho que não vai rolar mais...tenho uma coisa pra te contar...
Eu: Aconteceu alguma coisa? (meio preocupada já)
Ele: Então...Você vai ser tia!
Eu: Hã? O que? Como assim? Que?
Ele: Pois é, vai ser tia, a Alê está grávida..
Eu (chorando, claro): Ah, não acredito! Não acredito! Que emoção!
Ele, literalmente do lugar de irmão mais novo com a irmã mais velha, diz: Então, agora preciso contar pro pai, como eu faço? O que você acha que ele vai dizer?
Naquele momento foram risos soltos, misturados com alegria e cumplicidade como na época em que era pequeno e me procurava para ajudá-lo a contar para a nossa mãe que havia quebrado, chutando bola, o seu vaso de violeta predileto.
quarta-feira, 28 de março de 2012
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O dia que enchi o nariz de pó
Já pararam para pensar no que pode representar uma foto em branco e preto? Pois é...eu não tinha me dado conta do significado que as fotos "monocromáticas" poderiam ter até o início desta semana. Alguns acontecimentos nos fazem, como disse uma pessoa muito especial, "encher o nariz de pó". E assim me deparei com imagens impossíveis de serem descritas. Arrisco dizer que nem mesmo o mais romântico poeta conseguiria escrever com riqueza de detalhes sobre as cenas e personagens que estampavam aquelas fotos. Mas, certamente cada fotógrafo e cada personagem ali fotografado saberiam recitar com detalhes cada um dos momentos retratados. O cenário de cada figura ganharia cores, cheiros e até mesmo gosto! Cor de infância bem vivida, cheiro de brincadeira na terrinha, gosto de pão feito em casa! O tempo pode ter amarelado o que antes era branco e preto, nem todos os personagens podem estampar mais novas fotos, que agora são coloridas, porém minhas lembranças os emolduraram para sempre no cheiro, na cor e no gosto de uma história impossível de ser fotografada por qualquer fotógrafo!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Valeu a pena êh êh! Valeu a pena êh êh!
Certamente o Rappa nem poderia imaginar o significado que suas simples estrofes poderiam vir a ter. Nem desconfiam que elas estampariam uma bela faixa no interior de São Paulo representando toda uma família. Assim, reeditando emoções lanço a pergunta: qual será a emoção de assistir um filho gritar que valeu a pena? Assistir sua conquista em receber um canudo com lágrimas nos olhos? As vezes são 4, as vezes são 5 longos anos recebendo aquela visita que chega com grandes malas de roupas sujas e se despede com uma coleção de enlatados e tupperwares recheadas. Mas, sempre chega a hora de comemorar com ele, aquele que cresceu sim, aquele que um dia se apoiava em sua perna aprendendo a andar e que hoje anda bravamente no palco desfilando com sua beca e diploma em mãos. E na platéia? Ah...na platéia o amor é tamanho que falta espaço para conter as lágrimas de tanta gente, gente que esteve sempre perto, gente que voltou a estar perto, gente que mesmo não presente certamente estava por ali. As comemorações batem no compasso da emoção, emoção esta que faz com que a homenagem fique de ponta cabeça, a buzina caia da mão e até mesmo os fogos estourem de ponta cabeça. Mas, isso não atrapalha, pois a emoção contamina e continua...São homenagens que marcam o coração de cada um ali presente de uma forma diferente, como o olhar de ternura de uma mãe que acompanha sombras, pós, delineadores, batons tomarem forma nas mãos daquela que a beleza e delicadeza irradiam. Em cada sorriso e abraço trocado a emoção pulsava, transbordava. Podia ser difícil chegar naqueles metros quadrados, o nome do santo podia não ajudar, mas nada impediu que ali se reunissem gerações que por alguns momentos estiveram anos distantes. Em cada noite a emoção aumentava e borbulhava, risadas compartilhadas com lágrimas ajudavam a motorista da van a chegar mais rápido. Nem mesmo Danúbio Azul, Contos dos bosques de Viena, A Valsa do Imperador e nenhum compositor seriam capazes de traduzir em sonetos o significado daquela valsa dançada em meio a milhares de madrinhas e padrinhos. Talvez em sonho um dia seja possível traduzi-la em palavras, mas sinceramente não me arriscarei. Alguém se arrisca? Em meio a tantos acontencimentos a cumplicidade e amor se faziam presentes em cada gesto, seja pai e filho dividindo o mesmo copo de uisque e o mesmo porre, seja formando e pais dividindo olhos vermelhos, irmãos e irmãs dividindo fotos e risadas, namorados e namoradas dividindo carinhos e elogios, tio dividindo apertadamente o banco de trás do carro num ato de carinho e dedicação, tias e sobrinhas dividindo confidências e torcidas para o vestido não manchar, sobrinha e tia dividindo o segredo do bolo surpresa para os aniversários carinhosamente lembrados e comemorados...E aqueles que não mais se encontram neste mundo, por que não partilharem de cada momento também? Aqueles que certamente contribuíram, cada um em seu papel, para que cada lágrima e sorriso ali existissem, não só deveriam estar presentes como destacados de vermelho paixão! Relendo cada palavra será possível responder qual a emoção de ouvir que valeu a pena? Não arrisco, pois nem mesmo consigo responder qual a emoção de pertencer a uma família que sela cada encontro com uma delicada flor....
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Qual é o seu código de barras?
Um código de barras. Sim, é o que você precisa hoje para ser catalogado nos temas interessantes. Gostou do estande? Então posso te catalogar? Parou para ver o vídeo institucional? Então posso te catalogar? Sim, nada mais do que um código de barras, afinal basta ele para você "curtir" o evento. Será que é ser retrógado ainda gostar de um abraço, de um olho no olho? Mesmo que seja um olhar de amargura, ao menos é humano...
quarta-feira, 10 de março de 2010
Acostumando a se acostumar
As palavras muitas vezes são reagrupadas, mas o ponto de partida é o mesmo, a idéia principal é a mesma, por que não arriscar dizer que o sentimento inicial é o mesmo? Pois afinal uma forma eficaz de se expressar é o agrupamento de palavras, é o famoso "dar asas à imaginação". Pode ser de Marina Colasanti ou John Ulmoa o agrupamento, mas elas estão ali, tentando materializar o cotidiano humano (cotidiano muitas vezes parecido com o nosso, não?).
Segundo Ulmoa: " A gente se acostuma com tudo, a tudo a gente se habitua". Pois é, assim como ele me habituei ao pão light, ao salto alto e até ficar sem tv. Me acostumei sem querer. E assim como Marina Colasanti "eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia". E aqui faço uso dos agrupamentos dela, pois a gente se acostuma a morar em apartamentos maiores do que precisamos e a não ter outra vista que não as janelas de famílias ao redor. Logo se acostuma a não olhar para fora. Nem mesmo a ausência de cortinas para abrir facilita o olhar, pois a gente se acostuma.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque os cinco minutos da soneca passaram como cinco segundos. A tomar pó sabor chocolate com água no liquidificador porque poupa uma refeição, e dizem que até calorias. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A deitar tarde e acordar cedo sem ter sentido a noite.
A gente se acostuma a sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a fazer fila para pagar.
A gente se acostuma a andar na rua às pressas e nem mais perceber cartazes. A abrir as revistas sem ter tempo de ver os anúncios. A ligar a televisão para nos fazer companhia.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer, por não ter outro jeito. Em doses pequenas, tentando não perceber, vamos afastando uma dor aqui, um pensamento ali, uma revolta acolá. Se o apartamento é grande, a gente se consola pensando que há mais espaço para se espalhar. Se os cinco minutos da soneca são poucos, a gente se consola com os cinco minutos da próxima manhã. Se o pó sabor chocolate passa longe do cacau, a gente se consola pensando no frango grelhado com salada do almoço. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana chover o tempo todo a gente vai dormir cedo e ainda fica feliz porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na tristeza, para preservar a pele! Se acostuma para evitar feridas. A gente se acostuma para poupar a vida. Muitas vezes a gente se acostuma porque não tem outro jeito.
Segundo Ulmoa: " A gente se acostuma com tudo, a tudo a gente se habitua". Pois é, assim como ele me habituei ao pão light, ao salto alto e até ficar sem tv. Me acostumei sem querer. E assim como Marina Colasanti "eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia". E aqui faço uso dos agrupamentos dela, pois a gente se acostuma a morar em apartamentos maiores do que precisamos e a não ter outra vista que não as janelas de famílias ao redor. Logo se acostuma a não olhar para fora. Nem mesmo a ausência de cortinas para abrir facilita o olhar, pois a gente se acostuma.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque os cinco minutos da soneca passaram como cinco segundos. A tomar pó sabor chocolate com água no liquidificador porque poupa uma refeição, e dizem que até calorias. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A deitar tarde e acordar cedo sem ter sentido a noite.
A gente se acostuma a sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a fazer fila para pagar.
A gente se acostuma a andar na rua às pressas e nem mais perceber cartazes. A abrir as revistas sem ter tempo de ver os anúncios. A ligar a televisão para nos fazer companhia.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer, por não ter outro jeito. Em doses pequenas, tentando não perceber, vamos afastando uma dor aqui, um pensamento ali, uma revolta acolá. Se o apartamento é grande, a gente se consola pensando que há mais espaço para se espalhar. Se os cinco minutos da soneca são poucos, a gente se consola com os cinco minutos da próxima manhã. Se o pó sabor chocolate passa longe do cacau, a gente se consola pensando no frango grelhado com salada do almoço. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana chover o tempo todo a gente vai dormir cedo e ainda fica feliz porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na tristeza, para preservar a pele! Se acostuma para evitar feridas. A gente se acostuma para poupar a vida. Muitas vezes a gente se acostuma porque não tem outro jeito.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Pincel, tinta, ação!
Vinicius...em belas palavras descreve nosso hoje, nosso ontem e nosso amanhã...Por que digo isso? Quem teria a sensibilidade de em alguns versos falar de começo, meio e fim em cores? De falar de vida e morte em aquarela?
Afinal numa folha qualquer você pode desenhar um sol amarelo
E com cinco ou seis retas fácil faz um castelo
Corre o lápis em torno da mão e se dá uma luva
E se faz chover com dois riscos tem um guarda-chuva
E se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel? Ué, num instante imagina uma linda gaivota a voar no céu!
Voar? Sim, vai voando, contornando a imensa curva norte-sul, você vai com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinta um barco a vela branco navegando
É tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vai surgindo
Um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo
Sereno indo
E se a gente quiser
Ele vai pousar
Numa folha qualquer você desenha um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consegue passar num segundo
Gira um simples compasso e num círculo você faz o mundo! Sim você!!
Um menino caminha e caminhando chega num muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está. O futuro? Nas palavras de Moraes o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Ela não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe, sim, NINGUÉM sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá...
Então...que tal ter tinta e pincel na mão enquanto temos uma folha?
Afinal numa folha qualquer você pode desenhar um sol amarelo
E com cinco ou seis retas fácil faz um castelo
Corre o lápis em torno da mão e se dá uma luva
E se faz chover com dois riscos tem um guarda-chuva
E se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel? Ué, num instante imagina uma linda gaivota a voar no céu!
Voar? Sim, vai voando, contornando a imensa curva norte-sul, você vai com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinta um barco a vela branco navegando
É tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vai surgindo
Um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo
Sereno indo
E se a gente quiser
Ele vai pousar
Numa folha qualquer você desenha um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consegue passar num segundo
Gira um simples compasso e num círculo você faz o mundo! Sim você!!
Um menino caminha e caminhando chega num muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está. O futuro? Nas palavras de Moraes o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Ela não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe, sim, NINGUÉM sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá...
Então...que tal ter tinta e pincel na mão enquanto temos uma folha?
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O título de Ser Humano
Reedição do Natal? Arriscaria dizer que sim..Salto, Bragança Paulista, São Paulo, Araras, Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos, enfim....novamente uma união geográfica de causar inveja a qualquer professora de Geografia. Desta vez o motivo não era comemorar o nascimento de um Ser, mas a graduação de uma das filhas Dele. Pensando no sentido literal da palavra graduação, depara-se com o que? Com um processo de formação, formar alguém para algo. E assim contemplou-se a comemoração...o comemorar daqueles que orgulhosamente formaram o caráter, a índole de um ser humano. Um ser humano que já foi pequeno, que já espalhou comida sobre a mesa, que já quebrou vasos de flores com uma simples pose para foto. O espaço escolhido para se vivenciar essa conquista tinha metros quadrados suficientes, mas a cada momento esses se tornavam menores. As risadas tomavam conta de cada canto dando vida a cada gesto. Num piscar de olhos graduados e graduandos se misturavam, e agora era a vez de filhas formarem as mães as ensinando a se maquiar, sobrinhas formarem tias as mostrando como esvaziar um colchão inflável, primos mais novos darem aula de Gestão de Carreira áquela que teoricamente responde como uma profissional da área. Um misto de geração dando significado a cada história ali presente, desenhando cada parte de uma comemoração compartilhada. Até os ausentes graduados se fizeram presentes nessa formação, presentes nas lembranças dos que nunca os deixam de lado, no anel dourado de pedras pretas que enfeitam o dedo doce, num simples pedido para uma boca vermelha de batom daqueles olhos que acalmam a alma, num olhar brilhante e sorriso cativante daquele que em pé na cozinha diz esperar sempre por novas palavras. Certamente ali estavam todos aqueles que formaram pessoas não para um primeiro título Universitário, mas para um primeiro título de Ser Humano.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Ajustes aéreos
Nem o cansaço da rotina e o sono da manhã impedem de ouvir o comentário: "Nossa mãe! Somos formiguinhas!! Olha...olha! Mãe, o avião vai cair?" A ingenuidade e a simplicidade infantil são invejáveis, não? Num mundo em que os 15 primeiros dias do ano já estão marcados por inúmeras catástrofes uma doce fala infantil dá um suspiro de esperança...Enquanto para alguns as horas aéreas são aproveitadas para revisão de pautas, ajustes de relatórios, para outros elas literalmente dão asas à imaginação.
Os números detêm a atenção de alguns enquanto a atenção de outros é tomada pelas nuvens de algodão doce. E assim aqueles 60 minutos são intermináveis para aqueles que voam com o nariz na janelinha e aqueles 60 minutos voam para aqueles que nem a janela visualizam...
Os números detêm a atenção de alguns enquanto a atenção de outros é tomada pelas nuvens de algodão doce. E assim aqueles 60 minutos são intermináveis para aqueles que voam com o nariz na janelinha e aqueles 60 minutos voam para aqueles que nem a janela visualizam...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Construindo o hoje para lembrar o amanhã
Sete meses depois retomo Meu sorriso dando vida ao Meu mundo e o primeiro texto retrata o ontem. Freud explicaria? Não sei, mas aqui está:
Por quê? Pra que? Lembranças….ah, lembranças. Ter ou não tê-las?
Lembranças que resgatam o sentimento, a lágrima, o sorriso, a dor, a alegria. E por que não dizer, lembranças que nos resgatam a alma. Muitas vezes elas são resgatadas ao acaso, com um telefonema, um esbarrão na rua, um simples e-mail, uma conversa de bar, um pensamento, um comentário, uma indagação, uma certeza.
As lembranças teimam em nos resgatar aqueles segundos que não voltam mais, aqueles lugares que uma vez tivemos, aquele perfume que uma vez sentimos, aquele gosto que uma vez provamos, aquela palavra que uma vez ouvimos.
O tempo continua existindo, nosso olfato e paladar também. Sendo assim, o que transforma esses momentos e os colocam na categoria de lembranças? Arrisco a responder: nós, nós transformamos o ontem e o hoje, e possivelmente o amanhã, em lembranças.
Ai está o grande desafio, viver sabendo que estamos a cada segundo construindo lembranças. Cada segundo ter a certeza de que o presente diminui e as lembranças aumentam.
Pois bem, como diria o Descobridor dos Sete Mares, nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia...e assim nos resta o que? As lembranças dos segundos que não voltam mais, dos lugares que uma vez tivemos, do perfume...
Por quê? Pra que? Lembranças….ah, lembranças. Ter ou não tê-las?
Lembranças que resgatam o sentimento, a lágrima, o sorriso, a dor, a alegria. E por que não dizer, lembranças que nos resgatam a alma. Muitas vezes elas são resgatadas ao acaso, com um telefonema, um esbarrão na rua, um simples e-mail, uma conversa de bar, um pensamento, um comentário, uma indagação, uma certeza.
As lembranças teimam em nos resgatar aqueles segundos que não voltam mais, aqueles lugares que uma vez tivemos, aquele perfume que uma vez sentimos, aquele gosto que uma vez provamos, aquela palavra que uma vez ouvimos.
O tempo continua existindo, nosso olfato e paladar também. Sendo assim, o que transforma esses momentos e os colocam na categoria de lembranças? Arrisco a responder: nós, nós transformamos o ontem e o hoje, e possivelmente o amanhã, em lembranças.
Ai está o grande desafio, viver sabendo que estamos a cada segundo construindo lembranças. Cada segundo ter a certeza de que o presente diminui e as lembranças aumentam.
Pois bem, como diria o Descobridor dos Sete Mares, nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia...e assim nos resta o que? As lembranças dos segundos que não voltam mais, dos lugares que uma vez tivemos, do perfume...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Profissão infância
Pindaúva, 268. Moradia do formigário, das batidas na parede do quarto e dos bilhetes trocados por cima do muro. A excitação do aguardar o que vinha escrito nos bilhetes só não ganhava do incômodo daquela que via suas roupas limpas receberem a mais pura sujeira acumulada. O incômodo era imperceptível quando rindo brincava-se de desenhar com o azeite no prato de sopa batida...Hummm....o cheiro da sopa!! O cardápio era variado, pois quem se esquece do milho que era raspado no prato quadrado e verde?! E o bolo com recheio de geléia assado no mais tecnológico dos fornos a lâmpada? Às vezes o susto era tamanho que somente um prato de biscoitos de nata em formato de coração para amenizar...Mas, na Pindaúva, 268, não havia apenas travessuras culinárias, havia as festas temáticas com direito ao Fashion Week anos 80! Juntamente com a pêra sorridente encontrava-se o vestido emprestado da prima! Ícone dos anos 80, não? Não era surpreendente as "janelinhas" nos sorrisos de quem desfilava os modelos ( e os telhados e travesseiros aguardavam ansiosos as fadinhas dos dentes!!)...Com dentes a menos, diversão garantida mesmo era ignorar o irmão mais novo nas brincadeiras. Ah, que delícia a superioridade das irmãs mais velhas! Sempre que possível ali estavam, fosse no murinho da frente ou no quintal dos fundos. E que tal uma passagem secreta no porão? Ah, pai, vai, deixa, vai!! Ao menos iríam economizar na conta de telefone, ué! Pois horas montando o mundo da Barbie não eram suficientes, seriam preciso inúmeras geladeiras, salas, copas...Afinal, o local era o que menos importava: os degraus da Cidade Universitária bastavam. As profissões também podiam se diversificar, desenhar a arquitetura do Barbie World ou atuar como detetives profissionais? O escritório podia ser na janela do quarto da frente e o investigado, o vizinho da frente, não havia problemas, apenas registros nas páginas de agendas que mal fechavam. Mas, o que realmente não fecham são os dias e horas sabiamente aproveitados pelas modelos que de biquínis brincavam de lojinha. Hoje a moda pode ser do ano 2000, a cozinheira dos biscoitos pode não mais cozinhas frequentar, a superioridade das irmãs mais velhas pode ter se perdido frente a altura dos caçulas, a sopa pode não ter mais o azeite, mas as lembranças ainda têm o cheiro da Pindaúva, 268.
sábado, 4 de abril de 2009
Será que..?
A autoria alguns dizem ser de Miguel Falabella, tenho cá minhas dúvidas, enfim...algumas frases serão conhecidas, outras nem tanto...ou serão?
Trancar o dedo numa porta, dói.
Bater o queixo no chão, dói.
Dói morder a língua, cólica dói (e muito!!), dói torcer o tornozelo.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, cárie dói, sinusite dói, Melissa apertada também dói.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um avô que mora longe.
Saudade de uma brincadeira de infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade dos almoços de domingo.
Saudade de uma voz que não se escuta mais.
Saudade de nós mesmos, o tempo não perdoa.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se gosta.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar em uma casa e ele noutra, sem se verem, mas sabia que estava lá.
Você podia ir para a terapia e ele para a trabalho, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando as dúvidas surgem
Sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua fazendo a barba na sauna para não irritar a pele.
Se aprendeu a ter calma no trânsito.
Se continua preferindo maionese e cebolinha no Temaki.
Se continua sorrindo com aqueles olhos apertados.
Será que continua saindo da academia sem comer nada?
Será que continua adorando a costela do Outback e ela o Baby Back Burguer do The Fifties?
Será que ela continua não prestando atenção no carro,e ele cada vez mais?
Será que ele continua não gostando de sucos com polpas,e ela não entendendo Matrix?
Será que ele continua gostando de filmes de ação,e ela de Sexy and the City?
Será que ela continua assistindo aos episódios de Friends?
Será que ele continua coçando compulsoriamente o nariz toda vez que a rinite ataca?
Será que ela continua sem comer chocolate?
Saber é não saber mesmo!!!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais longos, não saber como encontrar
respostas da maneira mais rápida.
Não saber como frear o pensamento diante de uma música, não saber como vencer um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer.
É não querer saber se ele está mais magro, se ele está mais belo.
Saudade é não mais saber de quem se gosta e ainda assim doer.
Saudade é o que se sente muitas vezes com a distância que se pede para ter, é o que sente buscando respostas para perguntas que a vida insiste em mudar a cada momento...
Trancar o dedo numa porta, dói.
Bater o queixo no chão, dói.
Dói morder a língua, cólica dói (e muito!!), dói torcer o tornozelo.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, cárie dói, sinusite dói, Melissa apertada também dói.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um avô que mora longe.
Saudade de uma brincadeira de infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade dos almoços de domingo.
Saudade de uma voz que não se escuta mais.
Saudade de nós mesmos, o tempo não perdoa.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se gosta.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar em uma casa e ele noutra, sem se verem, mas sabia que estava lá.
Você podia ir para a terapia e ele para a trabalho, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando as dúvidas surgem
Sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua fazendo a barba na sauna para não irritar a pele.
Se aprendeu a ter calma no trânsito.
Se continua preferindo maionese e cebolinha no Temaki.
Se continua sorrindo com aqueles olhos apertados.
Será que continua saindo da academia sem comer nada?
Será que continua adorando a costela do Outback e ela o Baby Back Burguer do The Fifties?
Será que ela continua não prestando atenção no carro,e ele cada vez mais?
Será que ele continua não gostando de sucos com polpas,e ela não entendendo Matrix?
Será que ele continua gostando de filmes de ação,e ela de Sexy and the City?
Será que ela continua assistindo aos episódios de Friends?
Será que ele continua coçando compulsoriamente o nariz toda vez que a rinite ataca?
Será que ela continua sem comer chocolate?
Saber é não saber mesmo!!!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais longos, não saber como encontrar
respostas da maneira mais rápida.
Não saber como frear o pensamento diante de uma música, não saber como vencer um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer.
É não querer saber se ele está mais magro, se ele está mais belo.
Saudade é não mais saber de quem se gosta e ainda assim doer.
Saudade é o que se sente muitas vezes com a distância que se pede para ter, é o que sente buscando respostas para perguntas que a vida insiste em mudar a cada momento...
domingo, 15 de março de 2009
Quando?
O texto abaixo me foi enviado exclusivamente para o blog. Sendo assim, com prazer...aqui está ele, de autoria de Sérgio Bruno:
A palavra Quando é um advérbio que serve para realizar introdução de perguntas relativas ao tempo. Vocês já perceberam como esta palavra esta presente em nossas vidas?
Na infância a primeira pergunta que se faz é. Quando será que ele(a) vai falar? Quando começamos a engatinhar vem a pergunta. Quando ele vai começar a andar? Na adolescência a palavra aparece numa afirmação clássica da mãe quando não deixa você ir em algum lugar. Quando eu for adulto eu faço!
No começo de um relacionamento, a primeira pergunta é Quando vão ficar noivos? Depois de ficarem noivos vem a pergunta. Quando vão se casar? Depois do casório, vem a pergunta Quando vocês vão ter o primeiro filho? E assim vai...
Depois de vencida uma etapa na vida, sempre aparece alguém para colocar um QUANDO na vida.
Sempre temos um quando que ainda não foi respondido e o mais engraçado é que geralmente a resposta depende de outras pessoas e eu me pergunto. Quando a resposta vai chegar?
A palavra Quando é um advérbio que serve para realizar introdução de perguntas relativas ao tempo. Vocês já perceberam como esta palavra esta presente em nossas vidas?
Na infância a primeira pergunta que se faz é. Quando será que ele(a) vai falar? Quando começamos a engatinhar vem a pergunta. Quando ele vai começar a andar? Na adolescência a palavra aparece numa afirmação clássica da mãe quando não deixa você ir em algum lugar. Quando eu for adulto eu faço!
No começo de um relacionamento, a primeira pergunta é Quando vão ficar noivos? Depois de ficarem noivos vem a pergunta. Quando vão se casar? Depois do casório, vem a pergunta Quando vocês vão ter o primeiro filho? E assim vai...
Depois de vencida uma etapa na vida, sempre aparece alguém para colocar um QUANDO na vida.
Sempre temos um quando que ainda não foi respondido e o mais engraçado é que geralmente a resposta depende de outras pessoas e eu me pergunto. Quando a resposta vai chegar?
segunda-feira, 2 de março de 2009
Entrar ou sair?
Muito mais fácil do que andar nos trilhos é sair dos trilhos.
Muito mais fácil do que a certeza do que se quer é a dúvida pelo não querer....
A prepotência humana está em achar que se sabe as respostas, que se tem as certezas e o caminhos corretos. O tempo nos ensina, e parece cruelmente nos mostrar, que os caminhos são feitos de momentos, momentos estes que podem não ser tão rápidos como um piscar de olhos, mas têm começo meio e fim como cada uma de nossas piscadas...
Momentos que podem fazer com que a mais doce das pessoas pareça a mais fria das criaturas, momentos que podem intensificar com simples palavras uma decepção, momentos que podem transformar a mais pura certeza na maior dúvida existente. Por pertencemos à raça humana ainda acredito que podemos escolher entrar ou não nos trilhos, mas uma vez dentro é inevitável o momento da saída.
Muito mais fácil do que a certeza do que se quer é a dúvida pelo não querer....
A prepotência humana está em achar que se sabe as respostas, que se tem as certezas e o caminhos corretos. O tempo nos ensina, e parece cruelmente nos mostrar, que os caminhos são feitos de momentos, momentos estes que podem não ser tão rápidos como um piscar de olhos, mas têm começo meio e fim como cada uma de nossas piscadas...
Momentos que podem fazer com que a mais doce das pessoas pareça a mais fria das criaturas, momentos que podem intensificar com simples palavras uma decepção, momentos que podem transformar a mais pura certeza na maior dúvida existente. Por pertencemos à raça humana ainda acredito que podemos escolher entrar ou não nos trilhos, mas uma vez dentro é inevitável o momento da saída.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Segundos coloridos
Cuidar do jardim para que venham as borboletas! Frase que denota um feito simples e fácil, certo?
Ah...como é gostosa a simplicidade das palavras! Mas, sobre esse jardim muitas vezes o sol é escaldante e a chuva tenebrosa. A terra parece estar seca demais ou úmida demais, a primavera parece perder a vez para o que demonstra ser o verão, o outono e o inverno interminável....
O que faz parte desse jardim? Os que já visitei são feitos de valores, premissas, crenças, amores, dores, frustrações, dificuldades, risadas, lágrimas, abraços, angústias, medos, realizações, decepções, paixões, encantamentos, tristezas, mágicas, alegrias, mentiras, verdades, sucessos, fracassos. Ainda parece uma tarefa simples cultivar esse jardim?
E as esperadas borboletas, de que cores são? De que tamanhos são? Arrisco dizer que são perguntas muitas vezes sem respostas.
Em grego antigo borboleta diz-se Psyché, ou seja, alma. Por sair do casulo ao nascer, a borboleta é o símbolo da alma imortal...Já me peguei pensando que borboletas apenas pousam...por alguns segundos, se tivermos sorte por alguns minutos.
São minutos por uma primavera inteira! São segundos por uma vida inteira!
É a espera ansiosa pela visita repentina, pelo colorido de um bater de asas, pelos segundos que validam o cultivo daquele jardim...
Ah...como é gostosa a simplicidade das palavras! Mas, sobre esse jardim muitas vezes o sol é escaldante e a chuva tenebrosa. A terra parece estar seca demais ou úmida demais, a primavera parece perder a vez para o que demonstra ser o verão, o outono e o inverno interminável....
O que faz parte desse jardim? Os que já visitei são feitos de valores, premissas, crenças, amores, dores, frustrações, dificuldades, risadas, lágrimas, abraços, angústias, medos, realizações, decepções, paixões, encantamentos, tristezas, mágicas, alegrias, mentiras, verdades, sucessos, fracassos. Ainda parece uma tarefa simples cultivar esse jardim?
E as esperadas borboletas, de que cores são? De que tamanhos são? Arrisco dizer que são perguntas muitas vezes sem respostas.
Em grego antigo borboleta diz-se Psyché, ou seja, alma. Por sair do casulo ao nascer, a borboleta é o símbolo da alma imortal...Já me peguei pensando que borboletas apenas pousam...por alguns segundos, se tivermos sorte por alguns minutos.
São minutos por uma primavera inteira! São segundos por uma vida inteira!
É a espera ansiosa pela visita repentina, pelo colorido de um bater de asas, pelos segundos que validam o cultivo daquele jardim...
Geografia natalina
Não é de hoje que as pessoas questionam o real significado do Natal. Não é de hoje que os comerciantes esperam ansiosos o último mês do ano para o recorde de vendas. Porém, também não é de hoje que o socialmente aceito é o “Natal em família” e o “Ano Novo com os amigos”.
Tomo a liberdade de questionar: o que é o Natal em família? É o da propaganda da margarina Qualy? Novamente ousando com minhas definições, digo que o Natal em família é aquele que me ensinaram a celebrar toda véspera do dia 25 de dezembro. É aquele em que o que se espera são as tradições construídas, tradições estas que se reeditam a cada novo ano, a cada nova foto com novos componentes e novas ausências. Pode ser a tradição da salada de bacalhau, da porção de bolo de nozes sem uva passas, ou quem sabe a tradição do primo mais velho em estourar a champagne?
O Natal em família tem sabor de lombo trançado com manjar branco de sobremesa. O Natal em família implica no lugar certo no sofá para receber os presentes que finge-se não esperar. Natal em família é o agradecimento “escondido” para aquela que pacientemente escolhe os presentes que serão calmamente entregues aos netos, filhos, cunhados. Natal em família é ter a certeza que dentre todos haverá o presente do rancho, embora este possa não ter mais essa configuração para quem o faz sempre terá para quem o recebe. Natal em família é escutar um a um os nomes serem repetidos na sala por diferentes vozes, porém com as mesmas intenções. Natal em família é ainda disputar a atenção de todos com a prima mais velha, mesmo sabendo que o mundo lá fora já não é mais tão cor-de-rosa como a casa da Barbie. Natal em família é esperar no quarto ouvir a voz do churrasqueiro no dia seguinte para só assim acordar na mesa do almoço. Natal em família é rir com a mesma intensidade e espontaneidade independente da idade, é encontrar no olhar de cada um a cumplicidade das histórias vividas, das broncas e castigos divididos entre os primos.
Uma coisa eu afirmo, a ansiedade dos comerciantes não se compara a ansiedade em se diminuir a distância entre Araras, Ribeirão Preto, Salto, São Paulo, Santo André, Bragança Paulista, São Carlos, Campinas...
Tomo a liberdade de questionar: o que é o Natal em família? É o da propaganda da margarina Qualy? Novamente ousando com minhas definições, digo que o Natal em família é aquele que me ensinaram a celebrar toda véspera do dia 25 de dezembro. É aquele em que o que se espera são as tradições construídas, tradições estas que se reeditam a cada novo ano, a cada nova foto com novos componentes e novas ausências. Pode ser a tradição da salada de bacalhau, da porção de bolo de nozes sem uva passas, ou quem sabe a tradição do primo mais velho em estourar a champagne?
O Natal em família tem sabor de lombo trançado com manjar branco de sobremesa. O Natal em família implica no lugar certo no sofá para receber os presentes que finge-se não esperar. Natal em família é o agradecimento “escondido” para aquela que pacientemente escolhe os presentes que serão calmamente entregues aos netos, filhos, cunhados. Natal em família é ter a certeza que dentre todos haverá o presente do rancho, embora este possa não ter mais essa configuração para quem o faz sempre terá para quem o recebe. Natal em família é escutar um a um os nomes serem repetidos na sala por diferentes vozes, porém com as mesmas intenções. Natal em família é ainda disputar a atenção de todos com a prima mais velha, mesmo sabendo que o mundo lá fora já não é mais tão cor-de-rosa como a casa da Barbie. Natal em família é esperar no quarto ouvir a voz do churrasqueiro no dia seguinte para só assim acordar na mesa do almoço. Natal em família é rir com a mesma intensidade e espontaneidade independente da idade, é encontrar no olhar de cada um a cumplicidade das histórias vividas, das broncas e castigos divididos entre os primos.
Uma coisa eu afirmo, a ansiedade dos comerciantes não se compara a ansiedade em se diminuir a distância entre Araras, Ribeirão Preto, Salto, São Paulo, Santo André, Bragança Paulista, São Carlos, Campinas...
domingo, 14 de dezembro de 2008
A cadeira do bolo
Se eu perguntasse às pessoas o que elas entendem por privilégio, acredito que as definições mais comuns trariam palavras como: "vantagem", "direito exclusivo" ou até mesmo "imunidade". Confesso não me encontrar em nenhuma dessas palavras, ou melhor, nenhuma delas faz sentido quando usadas para descrever o que eu entendo por privilégio. Ok, sei que não sou autora de nenhum dicionário tampouco de um livro de significados, nem tenho pretensão para tal. Mas, alguns momentos me fazem questionar qualquer Aurélio...Hoje posso dizer que para mim privilégio é viver para ouvir um "que bom que você veio", é ver alguém que recebe um presente fazer questão de ler as "beiradinhas" dele para depois colocá-lo sob a cama, é ganhar talheres brancos para almoçar, é poder trocar olhares durante as conversas no cabeleireiro, é poder provar Melissas direto da prateleira, é morrer de rir por não saber controlar a mangueira de água, é contar as fatias de lagarto para rechear o pão, é saber dividir a torta de cebola matematicamente, é confundir os nomes das tias e levar xingo por lavar a louça. Para mim privilégio é poder enquadrar a máquina fotográfica enquanto os pedidos são feitos, é poder perguntar:"por que essa cadeira está no bolo?", é fingir que montou o cubo escondendo os buracos, é dormir e acordar na mesma posição, é comer torta gelada, é fingir não ver as bolinhas recheadas de goiabada, é ver a lembrancinha no dia seguinte do casamento, é escolher a cor e o tamanho do soutien novo, é poder assistir dois sorrisos escolhendo o melhor azulejo, é ter a mesa posta o dia todo. Privilégio é ver a bochecha vermelha ao comprar o que seria uma falsificação, é o som do jogo de futebol de domingo na televisão, é assistir a tentativa de fazer a entrada USB da televisão funcionar, é provar a calça sobre a calça, é ver os presentes escondidos, é ver o capricho da caixa de chá, é poder assistir as irmãs brincando pelas antigas camas, é ver a bandeja do pavê ser lambida pausadamente pela cadela da casa, é ver a disputa pelo colar mais bonito, é rir feito criança por derrubar as latinhas da parede. Privilégio é conhecer pessoalmente aqueles que estampam o porta retrato de pessoas tão iguais e tão diferentes que se amam, se desentendem, fazem as pazes e que se completam.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
O lençol branco e a fronha amarela
Aquele quintal costumava ser tão grande...o galinheiro até mesmo assustador.
Mas o sorriso ao receber no portão continua o mesmo, embora o andar já se arraste além do normal.
Chega a ser intrigante a força do tempo, por hora é melhor não questionar porquês e abraçar com toda a força a realidade!
A rotina realmente nos tira dos trilhos, porém o trem continua passando e por vezes não nos damos conta disso. As preocupações consomem, as decepções marcam, a dor incomoda, a vontade aumenta, o sono atormenta, a fome aparece e o tempo falta. O tempo falta ou o tempo passa? Se deparando com aquele arrastar além do normal cheguei a conclusão de que o tempo falta por passar demais...
Houve o tempo de brincar na terrinha daquele quintal, de acordar com o barulho das pombas, com o cheiro de café com leite na cozinha, acordar com a voz animada das irmãs que se reencontravam e tagarelavam na copa. Acordar de um sofá com o lençol branco e com a fronha amarela. Tempo em que o almoço era mais do que o almoço, eram as coxinhas de frango disputadas. Ai que delícia!!! (Coitadas das irmãs tagarelantes que tinham que conter os filhos na beirada do fogão!). Nem mesmo a época das eleições era tediosa pelas propagandas eleitorais, afinal disputar quem recolhia o maior número de santinhos na esquina era um campeonato e tanto!
O trem continuou passando...a mesa de pedra continua lá, porém hoje já não faltam mais tantos lugares na hora do almoço, afinal o número de passageiros já não é mais o mesmo. A cozinha também continua lá, hoje povoada pelas várias gerações que já fritam as coxinhas de frango e não mais as disputam. O sofá também continua lá, embora tenha uma cara nova e não mais desperte em todos o aconchego da fronha amarela.
O tempo faltou, o tempo passou, mas carrega o andar arrastado daquele sorriso ao abrir o portão.
Mas o sorriso ao receber no portão continua o mesmo, embora o andar já se arraste além do normal.
Chega a ser intrigante a força do tempo, por hora é melhor não questionar porquês e abraçar com toda a força a realidade!
A rotina realmente nos tira dos trilhos, porém o trem continua passando e por vezes não nos damos conta disso. As preocupações consomem, as decepções marcam, a dor incomoda, a vontade aumenta, o sono atormenta, a fome aparece e o tempo falta. O tempo falta ou o tempo passa? Se deparando com aquele arrastar além do normal cheguei a conclusão de que o tempo falta por passar demais...
Houve o tempo de brincar na terrinha daquele quintal, de acordar com o barulho das pombas, com o cheiro de café com leite na cozinha, acordar com a voz animada das irmãs que se reencontravam e tagarelavam na copa. Acordar de um sofá com o lençol branco e com a fronha amarela. Tempo em que o almoço era mais do que o almoço, eram as coxinhas de frango disputadas. Ai que delícia!!! (Coitadas das irmãs tagarelantes que tinham que conter os filhos na beirada do fogão!). Nem mesmo a época das eleições era tediosa pelas propagandas eleitorais, afinal disputar quem recolhia o maior número de santinhos na esquina era um campeonato e tanto!
O trem continuou passando...a mesa de pedra continua lá, porém hoje já não faltam mais tantos lugares na hora do almoço, afinal o número de passageiros já não é mais o mesmo. A cozinha também continua lá, hoje povoada pelas várias gerações que já fritam as coxinhas de frango e não mais as disputam. O sofá também continua lá, embora tenha uma cara nova e não mais desperte em todos o aconchego da fronha amarela.
O tempo faltou, o tempo passou, mas carrega o andar arrastado daquele sorriso ao abrir o portão.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Pêra, uva, maçã ou salada mista?
Proximidade cria uma amizade ou a amizade cria uma proximidade? E onde inicia-se a intimidade? E se a intimidade gerar a vontade de maior proximidade? Se o tema principal é o ser humano e seus sentimentos, os questionamentos são intermináveis. Eu diria que uma das linhas mais tênues a ser transposta é a da amizade. Quem nunca se pegou questionando se é amor ou amizade? Se é pêra, uva, maçã ou salada mista? Quem nunca tentou nomear aquelas cosquinhas internas que insistem em nos perturbar...Não são poucas as músicas e poemas que tentam traduzir e definir os mais variados sentimentos e seus desdobramentos. Até nós mesmos arriscamos alguns devaneios. Afinal, quem nunca se perdeu em dúvidas, anseios, ansiedades, medos e vontades? Como diria Lobão, deixa o que for te acontecer; sua insegurança lentamente vai parar de te esconder; viva e não tenha medo não; livre os teus gestos de ensaiar; felicidade é coisa que não dá pra se premeditar; calma não há nada a conseguir sem vitória, nem derrota, sem troféu pra exibir; deixa o teu riso aparecer; A vida é bem mais simples do que geralmente a gente faz. Assim, mais do que definir paixão, amizade, amor, vamos nos limitar a sentir, a viver e não ensaiar!
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
27 anos de infância
Melhor amigo de infância tem que ser conhecido na infância? Não, essa não é uma pergunta infame! Procurando o significado da palavra amigo no Aurélio encontraremos: 1. Que tem gosto por alguma coisa. 2. Aliado. 3. Caro, dileto. 4. Dedicado, afeiçoado. sm 1. Indivíduo unido a outro por amizade. Já a palavra infância: 1. Período da vida, no ser humano, que vai desde o nascimento até a adolescência; meninice. 2. As crianças em geral.
Como não acredito que a adolescência tenha uma faixa etária definida (a própria psicologia tem inúmeras teorias para discuti-la) minha pergunta inicial está respondida: é possível aos 25 anos conhecer a nossa mais nova amiga de infância!! E o melhor de tudo é poder construir uma amizade de infância com a maturidade da idade adulta...Os conceitos mudam, os valores, os significados são totalmente outros. Mas, o sentimento é o mesmo de quando conhecemos um amiguinho no tanque de areia do primário ou na queimada do campeonato da escola. A intensidade das situações vividas muda, a complexidade da vida adulta acaba dando uma diferente conotação às relações de amizades, mas os laços são tão sólidos quanto aqueles construídos com os vizinhos de rua durante as férias escolares. Hoje, refletindo sobre o tema entendi o porquê adjetivar uma mais nova amiga de infância de Flor. Sabe o que o nosso amigo Aurélio diz ser uma flor? Flor: Beleza, encanto. Há adjetivo mais perfeito para descrever uma amiga de infância? Eu diria que a minha flor é de uma beleza que encanta...seja a beleza do sorriso, do abraço (que é mais do que verdadeiro!), a beleza das pálpebras inchadas após uma crise de choro, a beleza da cumplicidade de olhares, a beleza das abreviações on line (oie, tdb? v. está bem?), a beleza das confissões, a beleza de burlar regras, a beleza da sabedoria indiscutível, da família indestrutível, a beleza de um universo paralelo, a beleza dos "pitos" necessários, das estampas inusitadas, a beleza do cheiro de Melissa nova, a beleza de futilidades inegáveis, a beleza de mensagens incontáveis, de ligações intermináveis, de emails na madrugada, a beleza de um ciúmes infantil, de trilhas somoras, a beleza de personagens cinematográficos, de PS´s e PS´s, de uma sensibilidade ímpar, do chutar latinhas na esquina, beleza que instiga a mais bela strega, beleza de uma saudade apertada, a beleza de um amor sem tamanho...
A definição da minha Flor não está em Aurélio nenhum e sim na minha mais nova amiga de infância!
Como não acredito que a adolescência tenha uma faixa etária definida (a própria psicologia tem inúmeras teorias para discuti-la) minha pergunta inicial está respondida: é possível aos 25 anos conhecer a nossa mais nova amiga de infância!! E o melhor de tudo é poder construir uma amizade de infância com a maturidade da idade adulta...Os conceitos mudam, os valores, os significados são totalmente outros. Mas, o sentimento é o mesmo de quando conhecemos um amiguinho no tanque de areia do primário ou na queimada do campeonato da escola. A intensidade das situações vividas muda, a complexidade da vida adulta acaba dando uma diferente conotação às relações de amizades, mas os laços são tão sólidos quanto aqueles construídos com os vizinhos de rua durante as férias escolares. Hoje, refletindo sobre o tema entendi o porquê adjetivar uma mais nova amiga de infância de Flor. Sabe o que o nosso amigo Aurélio diz ser uma flor? Flor: Beleza, encanto. Há adjetivo mais perfeito para descrever uma amiga de infância? Eu diria que a minha flor é de uma beleza que encanta...seja a beleza do sorriso, do abraço (que é mais do que verdadeiro!), a beleza das pálpebras inchadas após uma crise de choro, a beleza da cumplicidade de olhares, a beleza das abreviações on line (oie, tdb? v. está bem?), a beleza das confissões, a beleza de burlar regras, a beleza da sabedoria indiscutível, da família indestrutível, a beleza de um universo paralelo, a beleza dos "pitos" necessários, das estampas inusitadas, a beleza do cheiro de Melissa nova, a beleza de futilidades inegáveis, a beleza de mensagens incontáveis, de ligações intermináveis, de emails na madrugada, a beleza de um ciúmes infantil, de trilhas somoras, a beleza de personagens cinematográficos, de PS´s e PS´s, de uma sensibilidade ímpar, do chutar latinhas na esquina, beleza que instiga a mais bela strega, beleza de uma saudade apertada, a beleza de um amor sem tamanho...
A definição da minha Flor não está em Aurélio nenhum e sim na minha mais nova amiga de infância!
domingo, 27 de julho de 2008
...
Realmente acredito que recomeçar seja algo atemporal...
Hoje, faço minhas as palavras do texto "Faxina na Alma":
"Não importa onde você parou...em que momento da vida você cansou...
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e o mais importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado
Chorou muito?
Foi limpeza da alma
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia
Sentiu-se só por diversas vezes?
É porque fechaste a porta até para os anjos
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora
Pois é... agora é hora de reiniciar... de pensar na luz
De encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Um corte de cabelo arrojado... diferente?
Um novo curso... ou aquele velho desejo de aprender a pintar... desenhar... dominar o computador... ou qualquer outra coisa
Olha quanto desafio...
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho?
Besteira...
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza
Nem nós mesmos nos suportamos
Ficamos horríveis
O mal humor vai comendo nosso fígado
Até a boca fica amarga.
Recomeçar... hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? ir alto... sonhe alto... queira o melhor do melhor
Queira coisas boas para a vida
Pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos
Se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor...o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental
Joga fora tudo que te prende ao passado
Ao mundinho de coisas tristes
Fotos... peças de roupa, papel de bala... ingressos de cinema
Bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados
Jogue tudo fora...
Mas principalmente... esvazie seu coração
Fique pronto para a vida... para um novo amor
Lembre-se, somos apaixonáveis!
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes
Afinal de contas...Nós somos o "Amor"
Porque somos do tamanho daquilo que vemos, e não do tamanho da nossa altura.
Sempre vai existir um ser além de nós, e confia nele agora, que ele guiará os teus passos..."
Hoje, faço minhas as palavras do texto "Faxina na Alma":
"Não importa onde você parou...em que momento da vida você cansou...
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e o mais importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado
Chorou muito?
Foi limpeza da alma
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia
Sentiu-se só por diversas vezes?
É porque fechaste a porta até para os anjos
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora
Pois é... agora é hora de reiniciar... de pensar na luz
De encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Um corte de cabelo arrojado... diferente?
Um novo curso... ou aquele velho desejo de aprender a pintar... desenhar... dominar o computador... ou qualquer outra coisa
Olha quanto desafio...
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho?
Besteira...
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza
Nem nós mesmos nos suportamos
Ficamos horríveis
O mal humor vai comendo nosso fígado
Até a boca fica amarga.
Recomeçar... hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? ir alto... sonhe alto... queira o melhor do melhor
Queira coisas boas para a vida
Pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos
Se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor...o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental
Joga fora tudo que te prende ao passado
Ao mundinho de coisas tristes
Fotos... peças de roupa, papel de bala... ingressos de cinema
Bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados
Jogue tudo fora...
Mas principalmente... esvazie seu coração
Fique pronto para a vida... para um novo amor
Lembre-se, somos apaixonáveis!
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes
Afinal de contas...Nós somos o "Amor"
Porque somos do tamanho daquilo que vemos, e não do tamanho da nossa altura.
Sempre vai existir um ser além de nós, e confia nele agora, que ele guiará os teus passos..."
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