A autoria alguns dizem ser de Miguel Falabella, tenho cá minhas dúvidas, enfim...algumas frases serão conhecidas, outras nem tanto...ou serão?
Trancar o dedo numa porta, dói.
Bater o queixo no chão, dói.
Dói morder a língua, cólica dói (e muito!!), dói torcer o tornozelo.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, cárie dói, sinusite dói, Melissa apertada também dói.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um avô que mora longe.
Saudade de uma brincadeira de infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade dos almoços de domingo.
Saudade de uma voz que não se escuta mais.
Saudade de nós mesmos, o tempo não perdoa.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se gosta.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar em uma casa e ele noutra, sem se verem, mas sabia que estava lá.
Você podia ir para a terapia e ele para a trabalho, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando as dúvidas surgem
Sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua fazendo a barba na sauna para não irritar a pele.
Se aprendeu a ter calma no trânsito.
Se continua preferindo maionese e cebolinha no Temaki.
Se continua sorrindo com aqueles olhos apertados.
Será que continua saindo da academia sem comer nada?
Será que continua adorando a costela do Outback e ela o Baby Back Burguer do The Fifties?
Será que ela continua não prestando atenção no carro,e ele cada vez mais?
Será que ele continua não gostando de sucos com polpas,e ela não entendendo Matrix?
Será que ele continua gostando de filmes de ação,e ela de Sexy and the City?
Será que ela continua assistindo aos episódios de Friends?
Será que ele continua coçando compulsoriamente o nariz toda vez que a rinite ataca?
Será que ela continua sem comer chocolate?
Saber é não saber mesmo!!!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais longos, não saber como encontrar
respostas da maneira mais rápida.
Não saber como frear o pensamento diante de uma música, não saber como vencer um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer.
É não querer saber se ele está mais magro, se ele está mais belo.
Saudade é não mais saber de quem se gosta e ainda assim doer.
Saudade é o que se sente muitas vezes com a distância que se pede para ter, é o que sente buscando respostas para perguntas que a vida insiste em mudar a cada momento...
sábado, 4 de abril de 2009
domingo, 15 de março de 2009
Quando?
O texto abaixo me foi enviado exclusivamente para o blog. Sendo assim, com prazer...aqui está ele, de autoria de Sérgio Bruno:
A palavra Quando é um advérbio que serve para realizar introdução de perguntas relativas ao tempo. Vocês já perceberam como esta palavra esta presente em nossas vidas?
Na infância a primeira pergunta que se faz é. Quando será que ele(a) vai falar? Quando começamos a engatinhar vem a pergunta. Quando ele vai começar a andar? Na adolescência a palavra aparece numa afirmação clássica da mãe quando não deixa você ir em algum lugar. Quando eu for adulto eu faço!
No começo de um relacionamento, a primeira pergunta é Quando vão ficar noivos? Depois de ficarem noivos vem a pergunta. Quando vão se casar? Depois do casório, vem a pergunta Quando vocês vão ter o primeiro filho? E assim vai...
Depois de vencida uma etapa na vida, sempre aparece alguém para colocar um QUANDO na vida.
Sempre temos um quando que ainda não foi respondido e o mais engraçado é que geralmente a resposta depende de outras pessoas e eu me pergunto. Quando a resposta vai chegar?
A palavra Quando é um advérbio que serve para realizar introdução de perguntas relativas ao tempo. Vocês já perceberam como esta palavra esta presente em nossas vidas?
Na infância a primeira pergunta que se faz é. Quando será que ele(a) vai falar? Quando começamos a engatinhar vem a pergunta. Quando ele vai começar a andar? Na adolescência a palavra aparece numa afirmação clássica da mãe quando não deixa você ir em algum lugar. Quando eu for adulto eu faço!
No começo de um relacionamento, a primeira pergunta é Quando vão ficar noivos? Depois de ficarem noivos vem a pergunta. Quando vão se casar? Depois do casório, vem a pergunta Quando vocês vão ter o primeiro filho? E assim vai...
Depois de vencida uma etapa na vida, sempre aparece alguém para colocar um QUANDO na vida.
Sempre temos um quando que ainda não foi respondido e o mais engraçado é que geralmente a resposta depende de outras pessoas e eu me pergunto. Quando a resposta vai chegar?
segunda-feira, 2 de março de 2009
Entrar ou sair?
Muito mais fácil do que andar nos trilhos é sair dos trilhos.
Muito mais fácil do que a certeza do que se quer é a dúvida pelo não querer....
A prepotência humana está em achar que se sabe as respostas, que se tem as certezas e o caminhos corretos. O tempo nos ensina, e parece cruelmente nos mostrar, que os caminhos são feitos de momentos, momentos estes que podem não ser tão rápidos como um piscar de olhos, mas têm começo meio e fim como cada uma de nossas piscadas...
Momentos que podem fazer com que a mais doce das pessoas pareça a mais fria das criaturas, momentos que podem intensificar com simples palavras uma decepção, momentos que podem transformar a mais pura certeza na maior dúvida existente. Por pertencemos à raça humana ainda acredito que podemos escolher entrar ou não nos trilhos, mas uma vez dentro é inevitável o momento da saída.
Muito mais fácil do que a certeza do que se quer é a dúvida pelo não querer....
A prepotência humana está em achar que se sabe as respostas, que se tem as certezas e o caminhos corretos. O tempo nos ensina, e parece cruelmente nos mostrar, que os caminhos são feitos de momentos, momentos estes que podem não ser tão rápidos como um piscar de olhos, mas têm começo meio e fim como cada uma de nossas piscadas...
Momentos que podem fazer com que a mais doce das pessoas pareça a mais fria das criaturas, momentos que podem intensificar com simples palavras uma decepção, momentos que podem transformar a mais pura certeza na maior dúvida existente. Por pertencemos à raça humana ainda acredito que podemos escolher entrar ou não nos trilhos, mas uma vez dentro é inevitável o momento da saída.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Segundos coloridos
Cuidar do jardim para que venham as borboletas! Frase que denota um feito simples e fácil, certo?
Ah...como é gostosa a simplicidade das palavras! Mas, sobre esse jardim muitas vezes o sol é escaldante e a chuva tenebrosa. A terra parece estar seca demais ou úmida demais, a primavera parece perder a vez para o que demonstra ser o verão, o outono e o inverno interminável....
O que faz parte desse jardim? Os que já visitei são feitos de valores, premissas, crenças, amores, dores, frustrações, dificuldades, risadas, lágrimas, abraços, angústias, medos, realizações, decepções, paixões, encantamentos, tristezas, mágicas, alegrias, mentiras, verdades, sucessos, fracassos. Ainda parece uma tarefa simples cultivar esse jardim?
E as esperadas borboletas, de que cores são? De que tamanhos são? Arrisco dizer que são perguntas muitas vezes sem respostas.
Em grego antigo borboleta diz-se Psyché, ou seja, alma. Por sair do casulo ao nascer, a borboleta é o símbolo da alma imortal...Já me peguei pensando que borboletas apenas pousam...por alguns segundos, se tivermos sorte por alguns minutos.
São minutos por uma primavera inteira! São segundos por uma vida inteira!
É a espera ansiosa pela visita repentina, pelo colorido de um bater de asas, pelos segundos que validam o cultivo daquele jardim...
Ah...como é gostosa a simplicidade das palavras! Mas, sobre esse jardim muitas vezes o sol é escaldante e a chuva tenebrosa. A terra parece estar seca demais ou úmida demais, a primavera parece perder a vez para o que demonstra ser o verão, o outono e o inverno interminável....
O que faz parte desse jardim? Os que já visitei são feitos de valores, premissas, crenças, amores, dores, frustrações, dificuldades, risadas, lágrimas, abraços, angústias, medos, realizações, decepções, paixões, encantamentos, tristezas, mágicas, alegrias, mentiras, verdades, sucessos, fracassos. Ainda parece uma tarefa simples cultivar esse jardim?
E as esperadas borboletas, de que cores são? De que tamanhos são? Arrisco dizer que são perguntas muitas vezes sem respostas.
Em grego antigo borboleta diz-se Psyché, ou seja, alma. Por sair do casulo ao nascer, a borboleta é o símbolo da alma imortal...Já me peguei pensando que borboletas apenas pousam...por alguns segundos, se tivermos sorte por alguns minutos.
São minutos por uma primavera inteira! São segundos por uma vida inteira!
É a espera ansiosa pela visita repentina, pelo colorido de um bater de asas, pelos segundos que validam o cultivo daquele jardim...
Geografia natalina
Não é de hoje que as pessoas questionam o real significado do Natal. Não é de hoje que os comerciantes esperam ansiosos o último mês do ano para o recorde de vendas. Porém, também não é de hoje que o socialmente aceito é o “Natal em família” e o “Ano Novo com os amigos”.
Tomo a liberdade de questionar: o que é o Natal em família? É o da propaganda da margarina Qualy? Novamente ousando com minhas definições, digo que o Natal em família é aquele que me ensinaram a celebrar toda véspera do dia 25 de dezembro. É aquele em que o que se espera são as tradições construídas, tradições estas que se reeditam a cada novo ano, a cada nova foto com novos componentes e novas ausências. Pode ser a tradição da salada de bacalhau, da porção de bolo de nozes sem uva passas, ou quem sabe a tradição do primo mais velho em estourar a champagne?
O Natal em família tem sabor de lombo trançado com manjar branco de sobremesa. O Natal em família implica no lugar certo no sofá para receber os presentes que finge-se não esperar. Natal em família é o agradecimento “escondido” para aquela que pacientemente escolhe os presentes que serão calmamente entregues aos netos, filhos, cunhados. Natal em família é ter a certeza que dentre todos haverá o presente do rancho, embora este possa não ter mais essa configuração para quem o faz sempre terá para quem o recebe. Natal em família é escutar um a um os nomes serem repetidos na sala por diferentes vozes, porém com as mesmas intenções. Natal em família é ainda disputar a atenção de todos com a prima mais velha, mesmo sabendo que o mundo lá fora já não é mais tão cor-de-rosa como a casa da Barbie. Natal em família é esperar no quarto ouvir a voz do churrasqueiro no dia seguinte para só assim acordar na mesa do almoço. Natal em família é rir com a mesma intensidade e espontaneidade independente da idade, é encontrar no olhar de cada um a cumplicidade das histórias vividas, das broncas e castigos divididos entre os primos.
Uma coisa eu afirmo, a ansiedade dos comerciantes não se compara a ansiedade em se diminuir a distância entre Araras, Ribeirão Preto, Salto, São Paulo, Santo André, Bragança Paulista, São Carlos, Campinas...
Tomo a liberdade de questionar: o que é o Natal em família? É o da propaganda da margarina Qualy? Novamente ousando com minhas definições, digo que o Natal em família é aquele que me ensinaram a celebrar toda véspera do dia 25 de dezembro. É aquele em que o que se espera são as tradições construídas, tradições estas que se reeditam a cada novo ano, a cada nova foto com novos componentes e novas ausências. Pode ser a tradição da salada de bacalhau, da porção de bolo de nozes sem uva passas, ou quem sabe a tradição do primo mais velho em estourar a champagne?
O Natal em família tem sabor de lombo trançado com manjar branco de sobremesa. O Natal em família implica no lugar certo no sofá para receber os presentes que finge-se não esperar. Natal em família é o agradecimento “escondido” para aquela que pacientemente escolhe os presentes que serão calmamente entregues aos netos, filhos, cunhados. Natal em família é ter a certeza que dentre todos haverá o presente do rancho, embora este possa não ter mais essa configuração para quem o faz sempre terá para quem o recebe. Natal em família é escutar um a um os nomes serem repetidos na sala por diferentes vozes, porém com as mesmas intenções. Natal em família é ainda disputar a atenção de todos com a prima mais velha, mesmo sabendo que o mundo lá fora já não é mais tão cor-de-rosa como a casa da Barbie. Natal em família é esperar no quarto ouvir a voz do churrasqueiro no dia seguinte para só assim acordar na mesa do almoço. Natal em família é rir com a mesma intensidade e espontaneidade independente da idade, é encontrar no olhar de cada um a cumplicidade das histórias vividas, das broncas e castigos divididos entre os primos.
Uma coisa eu afirmo, a ansiedade dos comerciantes não se compara a ansiedade em se diminuir a distância entre Araras, Ribeirão Preto, Salto, São Paulo, Santo André, Bragança Paulista, São Carlos, Campinas...
domingo, 14 de dezembro de 2008
A cadeira do bolo
Se eu perguntasse às pessoas o que elas entendem por privilégio, acredito que as definições mais comuns trariam palavras como: "vantagem", "direito exclusivo" ou até mesmo "imunidade". Confesso não me encontrar em nenhuma dessas palavras, ou melhor, nenhuma delas faz sentido quando usadas para descrever o que eu entendo por privilégio. Ok, sei que não sou autora de nenhum dicionário tampouco de um livro de significados, nem tenho pretensão para tal. Mas, alguns momentos me fazem questionar qualquer Aurélio...Hoje posso dizer que para mim privilégio é viver para ouvir um "que bom que você veio", é ver alguém que recebe um presente fazer questão de ler as "beiradinhas" dele para depois colocá-lo sob a cama, é ganhar talheres brancos para almoçar, é poder trocar olhares durante as conversas no cabeleireiro, é poder provar Melissas direto da prateleira, é morrer de rir por não saber controlar a mangueira de água, é contar as fatias de lagarto para rechear o pão, é saber dividir a torta de cebola matematicamente, é confundir os nomes das tias e levar xingo por lavar a louça. Para mim privilégio é poder enquadrar a máquina fotográfica enquanto os pedidos são feitos, é poder perguntar:"por que essa cadeira está no bolo?", é fingir que montou o cubo escondendo os buracos, é dormir e acordar na mesma posição, é comer torta gelada, é fingir não ver as bolinhas recheadas de goiabada, é ver a lembrancinha no dia seguinte do casamento, é escolher a cor e o tamanho do soutien novo, é poder assistir dois sorrisos escolhendo o melhor azulejo, é ter a mesa posta o dia todo. Privilégio é ver a bochecha vermelha ao comprar o que seria uma falsificação, é o som do jogo de futebol de domingo na televisão, é assistir a tentativa de fazer a entrada USB da televisão funcionar, é provar a calça sobre a calça, é ver os presentes escondidos, é ver o capricho da caixa de chá, é poder assistir as irmãs brincando pelas antigas camas, é ver a bandeja do pavê ser lambida pausadamente pela cadela da casa, é ver a disputa pelo colar mais bonito, é rir feito criança por derrubar as latinhas da parede. Privilégio é conhecer pessoalmente aqueles que estampam o porta retrato de pessoas tão iguais e tão diferentes que se amam, se desentendem, fazem as pazes e que se completam.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
O lençol branco e a fronha amarela
Aquele quintal costumava ser tão grande...o galinheiro até mesmo assustador.
Mas o sorriso ao receber no portão continua o mesmo, embora o andar já se arraste além do normal.
Chega a ser intrigante a força do tempo, por hora é melhor não questionar porquês e abraçar com toda a força a realidade!
A rotina realmente nos tira dos trilhos, porém o trem continua passando e por vezes não nos damos conta disso. As preocupações consomem, as decepções marcam, a dor incomoda, a vontade aumenta, o sono atormenta, a fome aparece e o tempo falta. O tempo falta ou o tempo passa? Se deparando com aquele arrastar além do normal cheguei a conclusão de que o tempo falta por passar demais...
Houve o tempo de brincar na terrinha daquele quintal, de acordar com o barulho das pombas, com o cheiro de café com leite na cozinha, acordar com a voz animada das irmãs que se reencontravam e tagarelavam na copa. Acordar de um sofá com o lençol branco e com a fronha amarela. Tempo em que o almoço era mais do que o almoço, eram as coxinhas de frango disputadas. Ai que delícia!!! (Coitadas das irmãs tagarelantes que tinham que conter os filhos na beirada do fogão!). Nem mesmo a época das eleições era tediosa pelas propagandas eleitorais, afinal disputar quem recolhia o maior número de santinhos na esquina era um campeonato e tanto!
O trem continuou passando...a mesa de pedra continua lá, porém hoje já não faltam mais tantos lugares na hora do almoço, afinal o número de passageiros já não é mais o mesmo. A cozinha também continua lá, hoje povoada pelas várias gerações que já fritam as coxinhas de frango e não mais as disputam. O sofá também continua lá, embora tenha uma cara nova e não mais desperte em todos o aconchego da fronha amarela.
O tempo faltou, o tempo passou, mas carrega o andar arrastado daquele sorriso ao abrir o portão.
Mas o sorriso ao receber no portão continua o mesmo, embora o andar já se arraste além do normal.
Chega a ser intrigante a força do tempo, por hora é melhor não questionar porquês e abraçar com toda a força a realidade!
A rotina realmente nos tira dos trilhos, porém o trem continua passando e por vezes não nos damos conta disso. As preocupações consomem, as decepções marcam, a dor incomoda, a vontade aumenta, o sono atormenta, a fome aparece e o tempo falta. O tempo falta ou o tempo passa? Se deparando com aquele arrastar além do normal cheguei a conclusão de que o tempo falta por passar demais...
Houve o tempo de brincar na terrinha daquele quintal, de acordar com o barulho das pombas, com o cheiro de café com leite na cozinha, acordar com a voz animada das irmãs que se reencontravam e tagarelavam na copa. Acordar de um sofá com o lençol branco e com a fronha amarela. Tempo em que o almoço era mais do que o almoço, eram as coxinhas de frango disputadas. Ai que delícia!!! (Coitadas das irmãs tagarelantes que tinham que conter os filhos na beirada do fogão!). Nem mesmo a época das eleições era tediosa pelas propagandas eleitorais, afinal disputar quem recolhia o maior número de santinhos na esquina era um campeonato e tanto!
O trem continuou passando...a mesa de pedra continua lá, porém hoje já não faltam mais tantos lugares na hora do almoço, afinal o número de passageiros já não é mais o mesmo. A cozinha também continua lá, hoje povoada pelas várias gerações que já fritam as coxinhas de frango e não mais as disputam. O sofá também continua lá, embora tenha uma cara nova e não mais desperte em todos o aconchego da fronha amarela.
O tempo faltou, o tempo passou, mas carrega o andar arrastado daquele sorriso ao abrir o portão.
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